A Evolução dos Sistemas Anti-Incrustante

 

Elas protegem e devem ser aplicadas uma vez por ano para evitar incrustações, que é o que realmente causa estragos na superfície. Incrustações de microorganismos (barnacles), algas e limo. O limo provém das algas, mas se ele se mantêm na sua fase líquida, ele é um "limo protetor" e conseqüentemente ele se modifica de acordo com as variações das condições do tempo; desta forma ele não dura além de um dia e então desaparece. O limo "bom" se dissolve através da navegação. Nos lagos, existem apenas algas. As tintas antiincrustantes têm uma matriz solúvel ou sólida. As sólidas soltam biócitos, que quando se desprendem, deixam uma camada não protegida. As solúveis (auto-limpantes) sofrem erosão por causa da água e tem uma espessura reduzida, mas as tintas e biócitos ficam ligados, e restando ainda uma camada, esta também serve de proteção. Naturalmente, as sólidas não são afetadas pelo nível de velocidade, enquanto que as auto-limpantes deterioram em função deste fator; por isso elas não devem ser aplicadas em embarcações que continuamente excedem 30-35 nós de velocidade. É preciso explicar que uma tinta aplicada a uma embarcação que navega, continuamente, a 20 nós tem uma maior possibilidade de sofrer erosão do que aquela com uma velocidade ocasional de 40-45 nós. Antigamente, as tintas auto-limpantes continham estanho como biócito e isto dava total solubilidade (daí a definição "auto-limpante"). De acordo com a legislação EEC, o estanho foi banido e hoje em dia só pode ser aplicado em embarcações acima de 25m. as tintas aintiicrustantes não contém estanho, mas são parcialmente solúveis, tendo o atributo de "auto-limpante" ou "sujeita a erosão". Cada tinta antiincrustante contém dióxido de cobre como biócito, com ação da proteção durável ou então contém sulfacianato de cobre, que é menos durável e oferece menor proteção e que é usado em produtos de liga mais leve onde o dióxido de cobre causaria correntes galvânicas.

Vejamos como escolher a tinta antiincrustante de acordo com as tabelas:

 

Substratos
Liga Leve
Tinta Anti-Incrustante sem cobre
Outras
Tinta Anti-Incrustante a base de cobre
Matrizes
Auto Polimento
Em todo o barco que ande a uma velocidade constante de até 30 /35 nós.
Dura
Não cruxar porque a espessura será reduzida
Nota
1. As tintas sem cobre são compulsórias em liga leve para evitar corrente galvânica, mas também podem ser usadas em outros substratos, lembrando sempre que como não tem óxido de cobre, são menos protetoras e, assim, não tão recomendadas.
2. Lembre-se que as tintas a base de cobre tornam-se limpas em contato com a água e podem oxidar quando expostas ao ar. Assim, ao usar uma cor clara (branco) a linha d'água pode mudar de cor (verde-marrom) enquanto as tintas sem cobre são muito mais apropriadas para tons claros. O casco deve ser protegido e não decorado e os que procuram apenas o efeito estético pagarão este preço.
3.Não aplique tinta "sem cobre" sobre qualquer base "com cobre", se não tiver sido removida, o cobre por baixo pode vir para a superfície e manchar ou escurecer a tinta branca ("sangramento")

 

Águas Salgadas Agressívas
Todas as tintas Anti-incrustantes.
Águas Salgadas Ácidas
Melhor usar tintas de auto-polimento.
Águas Salgadas Agressívas
As de base cobre, especialmente as de "5 estrelas".
Rios
Use uma "dura" para evitar a auto-consumição em razão da corrente.
Lagos
Todas as tintas Anti-incrustantes.

 

Parece óbvio que o primeiro fator mais importante é o tipo de substrato: "alumínio" ou não e apenas depois os outros parâmetros são considerados (nível de velocidade, agressividade, água, etc.) Não há diferença entre o barco a motor e à vela porque é o nível de velocidade por si só que faz a diferença (acima de 30 nós trata-se de um barco a motor, naturalmente). Geralmente a tinta auto-limpante é adequada para barc os a vela, porque os cascos têm uma "matriz macia", portanto hidrofílica e fácil de autolimpar. Hoje em dia as tintas auto-limpantes são, cada vez mais, um sucesso no mercado pelas razões mencionadas acima e pela propriedade de ser facilmente removível (apenas com água pressurizada, desde que a embarcação seja molhada assim que estiver na rampa de construção. As tintas sólidas, obviamente, precisam de lixamento forte, pois de outra forma elas desprendem uma película "gasta" que pode absorver as camadas subsequentes mais tarde (supõe-se que duas camadas sejam aplicadas, mas na verdade apenas uma camada é aplicada) e elas "desmontam" após algum tempo, invalidando qualquer força de aderência. Do ponto de vista tecnológico, as tintas auto-limpantes são melhores; porém as tintas aintiicrustantes de matriz sólida que contém dióxido de cobre, também são bons produtos, Naturalmente que as tintas antiincrustantes tem "prós" e "contras" e estes fatores de qualidade devem ser lembrados. Alguns outros detalhes sobre a espessura: se 100 - 120 mm for aplicado, não haverá problema; se não, pode haver dificuldades: 95% das ocorrências de quebra das tintas antiincrustantes se originam de aplicação errada e 80% se originam de pouca espessura.

 

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