A Evolução dos Sistemas Anti-Incrustante

 

Evolução

Apenas algumas palavras para tecnicamente explicar o significado de "antiincrustante". O homem sempre soube que os cascos das embarcações devem ser protegidos. No começo, a proteção significava impermeabilidade e apenas mais tarde é que começou a significar também, proteção contra agentes incrustantes. Os primeiros barcos que singraram os mares eram revestidos com uma grande quantidade de alcatrão, em seus topos e fundos, para proteger a madeira contra insetos (teredo) e a umidade corrosiva. Claro que o alcatrão também exercia uma função de calafetagem, embora limitada. Os barcos que se seguiram receberam calafetagem com estopa que, depois de receber cobertura de alcatrão, oferecia aos cascos uma garantia maior e segurança.Porém, é sabido que por muitos séculos as embarcações navegaram com os porões inundados e exigiam serviços de querenagem depois de logos períodos de serviço.

Durante a Idade Média e Renascença não foram vistas grandes inovações. O betume misturado com produtos antiincrustantes não era realmente eficaz. Mas foi o único sistema que sobreviveu até os tempos modernos. Chamados de "tempos vermelho ocre", este período ficou famoso pelo alto número de mortes que causou. As mortes, raramente, eram relacionadas com inundações, mas em razão dos ferimentos causados pelos esfregões ou arranhões contra o casco que continha uma grande variedade de microorganismos (vegetação). Enormes crustáceos e outros organismos eram encontrados incrustados na embarcação, uma floresta de agulhas afiadas que rasgavam os corpos em pedaços.No século IXX o cobre começou a ser usado para revestir os cascos (veleiros rápidos eram protegidos com cobre). Na segunda metade de 1800 apareceram os primeiros barcos de ferro.No começo, o cobre usado foi removido imediatamente porque, provocava correntes galvânicas que davam início a um processo de corrosão e buracos na embarcação. A primeira patente antiincrustante foi concedida a Hay em 1871, mas em 1863 o "sistema Moravia" de Gioachino Veneziani já era usado no Mar Mediterrâneo. Na prática, um produto (tinta) é testado com relação a propriedades antiincrustantes, dissolvendo os agentes antivegetativos em água e, assim, evitando o risco de agressões pelos microorganismos.Este foi apenas o começo, seguido pela invenção de produtos muito mais sofisticados no século seguinte.

Ciclo

Painel de teste mostrando incrustações vegetais e animais intensas, em placas inadequadamente protegidas por antiincrustantes.

Estes crustáceos eram tão ameaçadores? Hoje é difícil pensar na dimensão dos problemas que causavam, mas podemos assegurar que no quesito velocidade, eram capazes de reduzi-la em até 50% nas embarcações à vela. Os piratas conheciam muito bem a importância da velocidade para agarram suas presas e empreender fuga. Com bastante freqüência levavam seus barcos para docas secas e os protegiam com alcatrão, enxofre e sebo.Um fato histórico encontrado nos livros de história naval, que descrevem a famosa batalha de Tsuchima, onde os russos perderam porque desconheciam qualquer tática de guerra naval moderna e pouco sabiam sobre manobrar seus barcos, conta que quando eles pararam na África, os cascos estavam tão cheios de incrustações que a velocidade tinha caído quase pela metade, anulando qualquer contra-manobra sob o fogo das embarcações de guerra japonesas. Meio século depois, os documentos publicados sobre o afundamento do Graf Von Sped relatam que as incrustações no casco da embarcação o fizeram tão lento que os rápidos cruzadores ingleses puderam detecta-lo e fazer contato balístico. A culpa foi só dos crustáceos agarrados ao casco? Não exatamente, mas eles contribuíram bastante na diminuição da eficácia das embarcações.

 

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